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Aranhaverso – Animação digna de Oscar

Homem-Aranha, o amigo da vizinhança é sem dúvidas um dos meus heróis preferidos da Marvel. A sua primeira animação foi em 1967, provavelmente mais conhecida pela sua música de abertura icônica e maravilhosa.

Spider-man… Spider-man… does whatever a spider can
Spins a web any size, catches thieves just like flies

A animação que eu mais lembro é com certeza a de 1994, que passava na Fox Kids. E é absolutamente uma das melhores animações do cabeça de teia. Na minha humildíssima opinião, só perde para a Spiderverse. Foi a animação que eu tive mais contato com o humor bobo e irreverente do Homem-Aranha. Além de conhecer praticamente todos os vilões e criar um apego visual. Era realmente uma animação fantástica (ainda mais pra época). Além do que, nela, muitos arcos foram adaptados e ficou realmente bem fiel aos quadrinhos, sem necessariamente se tornar uma cópia. A série inteira tem personalidade. Primeira vez que vi o Venon, por exemplo. E ainda tem arcos que conseguem ser melhores que os quadrinhos!

De lá pra cá, pouca coisa fora das páginas realmente me fez tremer na base. Apesar de ter filmes que lançaram a Marvel (por assim dizer) no mundo cinematográfico em 2002, e ter gostado bastante do primeiro. O segundo e o Terceiro do Toby não me deram o mesmo frenesi. Gostei demais do Andrew Garfield como o Homem-Aranha , mas o segundo filme me deixou meio pra baixo. Apesar de ser mais fiel que o de 2002 (venhamos e convenhamos), faltou personalidade (e roteiro, talvez).

E em 2018 fomos agraciados com uma obra de arte em forma de animação chamada: Homem-aranha: No Aranhaverso

Spiderverse

Você quer personalidade, @?

Então vos apresento, uma das melhores adaptações de heróis pro cinema: Spiderverse. Apresentação linda. Roteiro incrível. Mensagem forte. Expressão visual característica de quadrinhos e do personagem. Não é apelativa, e consegue ser ao mesmo tempo engraçada e emocionante. A Dublagem está incrível também, assim como a trilha sonora!

Mas, primeiramente, a história. O filme baseia-se no personagem Miles Morales, da história em quadrinhos em que ele se torna o Homem-Aranha . A trama gira em torno de um multiverso compartilhado dos Aranhas, com realidades alternativas do cabeça de teia. Miles é um garoto muito inteligente que ganha uma bolsa numa escola particular. Porém, além disso, é muito ligado à arte urbana e ao grafite, o que o faz se sentir um diferente e fora dos padrões nessa sua nova escola. Um dia, o seu tio o leva para um local que foi importante pra ele e seu irmão (pai do Miles) e bem… aranhas… mordidas. Já sabem.

Que imagem bonita, minha gente!

Enquanto descobre que algo estranho aconteceu naquele lugar (provavelmente aquela aranha estranha e colorida com um número atrás) ele volta ao subterrâneo onde foi picado. Lá, ele encontra com o Peter Parker (loiro), vulgo
Homem-Aranha, lutando com o Duende Verde e tentando impedir o Rei do Crime de abrir uma fenda na realidade, que secretamente deseja trazer a sua esposa e o seu filho de outra realidade, onde aidna estão vivos. No meio da luta, o Peter entra em contato com o raio da máquina e a destrói parcialmente, trazendo pra o universo várias formas da realidade, incluindo outros Aranhas de outros universos para o Brooklyn atual. O Miles vê ainda o Rei do Crime matando o Peter. É um acontecimento essencial para unir todos os Aranhas que foram puxados dos seus universos.

Ao longo da história, os(as) Aranhas vão aparecendo e falando de suas dimensões e um breve histórico de suas vidas. São eles: Peter Parker de outra dimensão (com uma história bem triste), Spider-Gwen, Aranha-Noir, Peni Parker (anime com Mechas) e o Porco-Aranha (em inglês Spider-Ham)<3.

A direção

O filme é dirigido por Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman, com roteiro escrito por Phil Lord e Rothman. E ganhou o Oscar de animação esse ano. Devo acrescentar: bem merecido, pois a direção de animação estava sensacional. Inclusive quebrando o combo da Disney/Pixar de 6 anos de Oscars.

O mais bonito dessas outras versões do Aranha talvez seja o fato de que cada um tem um traço próprio, e um movimento que combina com eles. No caso da Peni Parker, por exemplo, que é um anime, a animação dela é característica de outros animes. Não apenas uma personagem de olhos grandes que mudou a forma no universo em que ela foi trazida.

Peni Parker

Inclusive, Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman falaram muito das muitas camadas da animação. Colocando coisas como músicas de hip-hop, incluindo de colocar o Miles sendo picado em um ambiente especial, que é parte da sua personalidade, e não em um laboratório (ou excursão escolar). As características visuais inclusive foram bem pensadas, com texturas de hip hop e arte urbana. Uma forma de expressar o peso cultural do personagem.

Os diretores falam também de técnicas utilizadas para dar um aspecto visual do filme ainda mais parecido com as histórias em quadrinhos. Como laterais das cenas borradas e cores sobrepostas, parecendo com as técnicas de impressão imperfeitas das HQs. E toda essa técnica não foi dada por meios de auxílio de computadores, e sim por técnicas de desenho pra dar essa ilusão de espaço. E esse cuidado especial foi pra evidenciar o universo único do Miles. Quem tiver oportunidade de ouvir os diretores falando dessa obra prima, achei todas as entrevistas que vi incríveis.

Onomatopeias

Coisas Especiais

No meio da trama, também são trazidos assuntos pertinentes. E até a Tia May fica bem baddass! E tem muitos aspectos que eu sinto falta na maioria de filmes de heróis. É um filme divertido de verdade, sem criar cenas exageradas, ou alívios cômicos forçados. Sem um excesso de auto-importância do cara em collant colorido que veio para salvar o mundo, tornando todos dependentes de suas ações. E talvez a parte mais poética. A que traz a tona muito do que o homem-aranha representa nas histórias. “Qualquer um pode usar a máscara!”

Identidade do Aranha

Outra coisa muito especial nesse filme é a evolução do Miles como personagem. Além da relação dele com a família. Achei muito massa o relacionamento do Miles com o tio. Assim como a relação do Pai dele com o irmão, que ficou até mesmo inexplorado. Sobre as ideias de certo e errado, como amadurecemos e crescemos. Acho também que faltou uma presença maior da mãe do Miles. Mas talvez isso fique para outros filmes, só podemos torcer!

A roupa final do Miles também ficou sensacional. Deu os aspectos de personalidade dele, sem ficar brega! Talvez eu tenha uma nova roupa favorita dos Aranhas (mentira, ainda é a da Gwen).

Aranha de Miles, roupa maravilhosa

Outras animações do Aranha

Se ficou curioso ou curiosa sobre as outras animações do cabeça de teia, aqui vai um videozinho que achei bem legal!

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